Turismo e Marketing Digital – 5 tendências para 2017

Apesar de possuir uma experiência multisectorial, a StepValue especializou-se na área de Travel&Tourism, um tema em que Portugal é forte e onde a necessidade de chegar a resultados concretos (leads e vendas) é evidente. Aqui ficam algumas tendências, para as quais estamos atentos e que aparecem ou se reforçam em 2017.

#1 O ano do Instagram

Mais de 50% da população com mais de 35 anos menciona o Facebook como a sua plataforma social preferida, aparecendo o Instagram “apenas” em segundo. Mas é um facto que o Instagram se destaca claramente como a preferida da geração mais jovem. Se perguntarmos ao segmento 13-17 anos qual a sua rede social de eleição, percebemos que 33% indicam o Instagram, 19% o Snapchat e apenas14% o Facebook.

Também os jovens adultos estão a seguir esta tendência, o que combinado com a forte influência das escolhas dos jovens nas decisões dos pais, levaram o Instagram a procurar soluções que ofereçam a possibilidade de transformar utilizadores em compradores e “monetizar”, assim, a sua oferta.

Plataformas como a “Curalate” por exemplo, permitem identificar objectos ou locais mencionados nas fotografias desta rede social e levar o utilizador até uma opção concreta de aquisição, por exemplo no site do promotor. Na “guerra” pela atenção do consumidor, o Instagram é um combatente que tem cada vez mais peso.

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#2 Tempos difíceis para a Europa

A “velha Europa” continua a ser o primeiro destino em todo o mundo no que toca à quantidade de turistas recebidos, mas 2017 será um ano com muitos desafios difíceis de superar. A sensação de insegurança causada  pelo terrorismo, migrações, o “Brexit” e outros eventos “traumáticos” começam a afastar as pessoas do centro do continente europeu e a fazê-los preferir a sua periferia – incluíndo Portugal.

Apesar dos 608 milhões de chegadas internacionais, o crescimento relativo da Europa está a abrandar, face a outros destinos, como por exemplo a Ásia. A facilidade oferecida pelos meios digitais para a descoberta de alternativas e a simplicidade que proporcionam na marcação viagens complexas, está certamente a contribuir para que muitos europeus optem por viajar para fora do seu continente de origem. Uma tendência a acompanhar.

#3 Hotéis e OTAs continuam a ser “frenemies”

“É difícil viver com elas e sem elas”, é o que ouvimos por parte das cadeias hoteleiras, relativamente ás “Online Travel Agencies” (OTA’s). A estratégia dos hotéis para capturar reservas directas e com isso reduzir os valores pagos em comissões parece estar a resultar. No entanto, será o processo  sustentável?

Programas de fidelização, campanhas próprias em plataformas digitais, optimização dos seus websites e outras soluções de angariação de clientes oferecem independência face ao Booking, Expedia e outras OTA’s. Contudo, estas estratégias são bastantes dispendiosas sobretudo se não forem bem pensadas, executadas e medidas de forma rigorosa.

Uma estratégia mista é certamente o caminho que continuará a ser seguido pela generalidade dos hoteleiros, mas há players como a AirBnB ou a Google Hotels a ganhar espaço e a colocar mais pressão neste ecossistema.

#4 Tours e Experiências aproximam-se da maioridade

No segmento das viagens de lazer, está absolutamente confirmada a tendência do viajar pela procura do que é diferente e pela experiência integrada de voo, alojamento e experiências. Neste contexto, começa a ser comum a possibilidade da marcação online de tours e actividades.

É evidente que se trata de um desafio complexo, pela multiplicidade de operadores, pela sua diversidade e sobretudo por uma questão de segmentação. Apresentar o tour adequado, no momento certo, a cada viajante é um desafio enorme, que exigirá cada vez mais análise de dados, estudo das personas e das diferentes “jornadas do consumidor” por forma a juntar a oferta com os perfis que se interessam por cada temática.

Estamos todos a usar cada vez mais o Google Trips o Viator o AirBnB Magical Trips e outras opções que permitem encontrar – em mobile – a experiência das nossas vidas.

#5 Marcas pequenas com grandes histórias

Um dos principais efeitos da globalização é a uniformização dos ambientes onde vivemos. Quando Madrid nos parece igual a Bruxelas e a viagem a Dublin nos lembra a experiência em Atenas, desejamos sair da Europa e ir para outros continentes, pelo menos enquanto ainda são um pouco diferentes.

A procura do genuíno, do original e do que ainda não foi massificado pelas marcas com presença mundial tornou-se um factor chave. As pequenas marcas que ofereçam grandes histórias e experiências únicas são, nesta perspectiva, mais valiosas de que um grande hotel descaracterizado, igual a outro grande hotel em qualquer outra parte do globo.

Não é, por isso de estranhar que 71% dos ingleses prefiram marcar a sua viagem num operador local e que cada vez mais jovens escolham viagens onde possam experimentar a comida e o alojamento local.

Como referido pela AAATravel, a “imersão cultural”, caracterizada pela personalização e acompanhamento pelo habitante local de experiências únicas e irrepetíveis, marcadas com antecedência, vividas com emoção e partilhadas com entusiasmo são o novo paradigma do que é mais valioso para o “smart traveller” tendo-se tornado na nova forma do luxo.

Em suma, estas são algumas das tendências de 2017 que reforçam a necessidade de oferecer a quem viaja uma experiência única e inigualável, de (re)encontro com o genuíno e natural.

Com o mundo ao alcance de um smartphone, o grande desafio para este ano poderá ser mesmo conseguir entregar o melhor e mais relevante conteúdo aos utilizadores, correspondendo exactamente ao que procuram.

As medições e análises permitidas pelo marketing digital colocam na vanguarda todas as marcas que sabendo fazer um uso eficaz destas ferramentas, conseguem Ser Encontradas, Ser Compreendidas Ser  Memoráveis.

Paulo Silva

Partner – StepValue

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